A Boa Carne

Saúde Carne vermelha para prevenir a anemia

Por Leticia Maciel em 21/02/2014

Há quem não viva sem e aqueles que a aboliram da dieta diária. Entre os extremos, saiba como aproveitar os nutrientes da carne vermelha



Texto: Sílvia Dalpicollo/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

As chances de desenvolver doenças do coração acontecem devido ao alto teor de
gorduras saturadas presentes na carne vermelha, é necessário consumir com moderação
Foto: Shutterstock
Faz mal à saúde?

Há quem acredite nessa que faça mal porque a carne, principalmente a vermelha, é rica em gordura saturada. Mas ela só é prejudicial quando ingerida em excesso. Acontece que esse tipo de gordura pode se acumular nas artérias e desencadear uma arteriosclerose (endurecimento da artéria). Para evitar o problema, opte sempre por cortes magros, como é o caso do filé mignon, lagarto e alcatra. E lembre-se: a recomendação de consumo é três vezes por semana (120 g/dia, o equivalente a um bife médio) e a indicação diária de proteína total (não provida somente da carne) por pessoa é de 0,8 a 1,1 g por quilo de peso. É considerado excesso o consumo de carne duas vezes por dia, cinco vezes por semana.
Possui aminoácidos essenciais

A carne vermelha contém todos os aminoácidos essenciais que não são produzidos pelo corpo e que são responsáveis pela formação das proteínas no organismo. É rica em ferro, mineral que realiza (juntamente com a hemoglobina) o transporte de oxigênio celular. E possui vitamina B12, que atua principalmente nas células do intestino, do tecido nervoso e da medula óssea.
Forte aliada na prevenção da anemia

Esse tipo de carne previne e auxilia no combate a dois tipos de anemia. A primeira é a chamada ferropriva, mais comum e causada pela falta do mineral. O outro tipo é a anemia perniciosa, que surge quando há uma deficiência de vitamina B12.

Aumenta o risco de doenças cardiovasculares

Esse risco só acontece quando o consumo é exagerado; dentro do limite não há perigo. As chances de desenvolver doenças do coração acontecem devido ao alto teor de gorduras saturadas presentes na carne vermelha. Quando ingeridas em excesso, elas entopem as artérias e contribuem para elevar os índices do colesterol ruim (LDL). Ainda assim, dietas ricas nessas gorduras causam menos riscos, quando comparadas à alimentação rica em carboidratos refinados como pão, macarrão e doces.
Eleva o risco de câncer quando consumida em excesso

Um estudo realizado pelo American Cancer Society com quase 150 mil estadunidenses (entre 50 e 74 anos de idade) demonstrou que aqueles que ingeriram mais carne vermelha e embutida (presunto, salame, mortadela e linguiça, por exemplo) por dez anos tiveram um aumento de 30% no risco de desenvolver câncer de cólon e 40% de câncer retal comparados aos que consumiram menos. Acontece que o consumo excessivo de carne produz sulfureto, uma substância que reduz a ação das bactérias benéficas à saúde encontradas no intestino grosso. É por essa razão que os tumores se concentram mais nesses locais.
Essencial para a alimentação

O alimento é rico em muitos nutrientes, como a vitamina B12 e o ferro. A primeira está presente exclusivamente nos produtos de origem animal. Portanto, vegetarianos que não ingerem nenhum tipo de carne podem ter déficit dessa substância. Sem falar da anemia, uma deficiência nutricional muito comum e que pode ser evitada com boas doses de ferro, encontrado no produto.

Revista VivaSaúde Edição 74

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